sábado, maio 13, 2006


Portugueses: os Pobres Mais Pobres.

Segundo a União Europeia, vive abaixo do Limiar da Pobreza quem ganha 60% do Salário Médio praticado no seu País. Quem vive abaixo do Limiar da Pobreza é considerado Pobre.

Como o Limiar da Pobreza é calculado tendo como referência o Salário Médio praticado em cada País, o valor monetário desse Limiar é diferente para cada Estado-membro.

Os mais Desafortunados:

O Limiar da Pobreza em Portugal é o mais baixo (387 €).

Conclusão: os pobres em Portugal são os pobres mais pobres.

O Limiar da Pobreza na Grécia (700 €) já é superior ao Salário Médio em Portugal (645 €).

Conclusão: todos aqueles quem ganham o salário Médio em Portugal já são considerados pobres na Grécia.

O Salário Médio na Grécia (1.167 €) é apenas 41€ mais baixo que o Salário Médio na Espanha (1.208 €), mas é 522 € mais alto que em Portugal (645 €).

Conclusão: A Grécia quando aderiu à CEE, conjuntamente com Portugal e Espanha, era o mais atrasado dos três Países. Actualmente os números falam por si.

A Irlanda assume-se como uma estrela entre os mais jovens Estados-membros: Salário Médio = 1.637 €, Limiar da Pobreza = 982 €.

Conclusão: Decerto que os Políticos na Irlanda trabalham mais e melhor, ganham menos, renovam menos vezes as frotas dos ministérios, atribuem-se a si próprios menos “ajudas de custo”... e reforma-se com pensões mais modestas, depois de mais anos de trabalho.


sexta-feira, maio 12, 2006


Os Portugueses preferem esperar um milagre... do que fazer alguma coisa pelas suas vidas.

São aos Milhares. Descem e sobem por esse país. Dirigem-se a Fátima, num acto de fé.

Algumas dezenas de milhar vão a pé. Cansados e sofrendo com o sol escaldante, estima-se que 35.000 peregrinos vão chegar assim a Fátima. Vão juntar-se aos demais, que chegarão em viatura própria ou de autocarro.

Estima-se que este ano serão mais de 200.000 no santuário de Fátima.

Louvável a fé.
Notável o esforço.
Admirável o sacrifício.
Triste ver aquilo a que Nós, como Nação, chegamos.

Não tenhamos receio de usar a palavra “Nação”! Porque os Portugueses são um “Povo”, uma “Nação”, que outrora já foi orgulhosa e até heróica. Hoje nem é metade do que foi, anestesiada pelas novelas e pelo falso patriotismo do futebol, que mantém o povo distraído... e que, por isso, é tão conveniente aos políticos.

Sejamos realistas:

Portugal tornou-se num dos países mais medíocres e miseráveis da Europa e a culpa não é dos portugueses. Nem tão pouco é da “conjuntura internacional”.

A “conjuntura internacional” afecta também os outros! Afecta a também a Espanha e a pequena Grécia... mas nenhum deles é mais miserável que o nosso país.

A expressão “conjuntura internacional” converteu-se numa das frases “mágicas” dos políticos portugueses. Tornou-se numa das “boas desculpas” para justificar tão fraco e deplorável desempenho governativo.

Quando mais uma vez o povo é penalizado, em consequência de tão fraca governação, alguém tira a “conjuntura internacional” da cartola.
Qual coelho branco, saído da cartola do mágico, a “conjuntura internacional” maravilha quem, anestesiado, pouco quer pensar.

Mas voltando ao “Milagre de Fátima”:

Sim, Fátima é um milagre, acredite-se ou não na aparição da Virgem Maria aos Pastorinhos.

É um milagre porque move parte considerável de uma Nação.

Faz aquilo que nem baixos salários, fracos lucros ou altos impostos conseguem fazer;

Faz aquilo que nem, escândalos políticos, reformas milionárias ou gastos estrambólicos do Estado em armas de guerra conseguem fazer;

Faz aquilo que nem escolas a fechar, propinas a aumentar ou maternidades a encerrar conseguem fazer.

Agora imagine-se...

Imagine-se que aqueles 200.000 peregrinos mudavam a sua marcha.

Imagine-se que demandavam a Lisboa.

Imagine-se que avançavam pelas ruas da nossa Capital.

Imagine-se que, ordeiramente, sitiassem a Assembleia da Republica.

Imagine-se que, qual exército sem armas, EXIGISSEM daqueles que elegeram e a quem pagam, com os seus impostos, tão “churudos” salários e reformas, o devido RESPEITO.


quinta-feira, maio 11, 2006



Maternidades:
a ordem é fechar!




Crónicas de um Des-Governo:

. Nas Jornadas Parlamentares do PS, em Viseu, o Primeiro-ministro, José Sócrates, reitera a intenção do Governo de encerrar várias maternidades “em nome da saúde materno-infantil”.

. Na estação de televisão SIC, o Ministro da Saúde, Correia de Campos, declara aos portugueses que “não fecha maternidades de forma arbitrária” e anuncia estar disponível para ir a Barcelos conhecer as condições da maternidade.

. Mirandela: Cerca de seis mil cidadãos participam numa vigília para protestar contra o fecho da sua maternidade.

. Figueira da Foz: Cerca de duas mil e quinhentas pessoas participam numa marcha branca contra o fecho do bloco de partos do Hospital da Figueira da Figueira da Foz.

. Lisboa: Cerca de dez mil cidadãos, maioritariamente mulheres de Barcelos, manifestam-se frente à residência do Primeiro-ministro, José Sócrates. Os manifestantes deslocaram-se desde o Norte do País, em viaturas particulares e em 110 autocarros fretados.

. São intentados vários Procedimentos Cautelares visando impedir o fecho das maternidades “condenadas” pelo Governo.

. O Ministro da Saúde, Correia de Campos, combate as providências cautelares alegando que a suspensão do encerramento das maternidades implica um “perigo objectivo” para as parturientes e crianças.

. Entre as providencias cautelares que o Ministro da Saúde impede de produzir efeitos está aquela que visava impedir o fecho da maternidade que, dias antes, o mesmo ministro, tinha afirmado disponibilidade para conhecer: a de Barcelos.

. Correia de Campos garante que a Maternidade de Elvas deverá fechar as portas até ao final desta semana, prometendo, assim, passar por cima da providência cautelar interposta no Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco para suspender o seu encerramento.

. O Ministro da Saúde declara já ter negociado com Espanha a assistência das mulheres portuguesas na maternidade de Badajoz, onde passarão a ter os seus filhos, se o desejarem. O Ministério da Saúde informa que vai poupar 38% por cada parto realizado em Espanha.

. O Ministro da Saúde, Correia de Campos, na manhã de 10 de Maio, anuncia que o encerramento da sala de partos da maternidade de Lamego provavelmente vai ocorrer antes da data prevista, 30 de Junho, por esta possuir apenas um obstetra.

. Horas depois, o mesmo Ministro aceita adiar o prazo para fechar a sala de partos da maternidade de Lamego, depois da respectiva Câmara Municipal ter anunciado que providenciará mais obstetras para a maternidade.

. Ainda no mesmo dia, o mesmo Ministro, garante que o destino do bloco de partos da maternidade de Lamego é mesmo o de encerrar: “A decisão de encerrar a sala de partos está tomada e é irreversível”.

. O Primeiro-ministro, José Sócrates, reitera, perante deputados socialistas, que o encerramento das maternidades: “É uma decisão sem retorno.”

Responsabilidades!

. Desconhece-se qualquer estudo conduzido pelo nosso Governo acerca das condições em que são efectuados os partos nas Clínicas Privadas.

. Desconhece-se qualquer fiscalização do Ministério da Saúde que tenha averiguado da qualidade do equipamento médico existente ou das qualificações técnicas dos profissionais de saúde que assistem aos partos nas Clínicas Privadas. Designadamente, o Governo não teve ainda a preocupação de averiguar se em cada Clínica Privada se fazem os tais reclamados “1500 partos por ano”.

. Na total incerteza acerca das condições em que as mulheres portuguesas dão à luz nas Clínicas Privadas, deveria o mesmo Ministério da Saúde encerrar preventivamente os blocos de partos dessas clínicas “em nome da saúde materno-infantil”. Tal medida de encerramento preventivo deveria manter-se até à elaboração de competente estudo e acção de fiscalização do Ministério da Saúde acerca das condições de trabalho de cada bloco de partos.

. Em 22 de Abril, o Primeiro-ministro, José Sócrates, declarou em Viseu: “os relatórios internacionais e nacionais dizem que esses blocos de partos não estão em condições de funcionar porque não cumprem os standards internacionais e dessa forma põe em risco a saúde quer das mães quer das crianças.”

. E disse ainda o nosso sábio Primeiro-ministro: “Nenhum político responsável em face desses relatórios pode deixar de agir. Porque se o fizer é ele também responsável, porque tinha consciência do problema e nada fez".

. Ora, a falta de estudo e inspecção aos blocos de partos das Clínicas Privadas por parte do Ministério da Saúde é certamente do conhecimento do senhor Primeiro-ministro.

. Logo, presume-se que o senhor Primeiro-ministro tenha consciência do problema.

. Ora, utilizando as suas próprias palavras, é o próprio senhor Primeiro-ministro “também responsável”.

. Pelo que, caso se registe algum incidente em bloco de partos de Clínica Privada, do qual resulte a morte ou danos físicos ou morais para a parturiente ou para o recém-nascido, deve o senhor Primeiro-ministro ser também responsabilizado, se o inquérito do Ministério Público concluir pela falta ou deficiência de meios técnicos ou humanos, que, caso existissem, seriam adequados a evitar tais consequências.

Poupar à custa da saúde do povo!

. Segundo dados do Ministério da Saúde, só o fecho da Maternidade de Elvas poupará ao Estado mais de mil euros por parto, se as parturientes optarem por ter os seus filhos em Espanha.

Premiar e Fechar!

. O Ministro da Saúde, Correia de Campos, entregou um prémio ao Serviço de Obstetrícia do Hospital da Figueira da Foz, cujo bloco de partos mandou encerrar: o Serviço de Obstetrícia recebeu o prémio “Hospital do Futuro”, com o trabalho “Preparação Parental para o Nascimento”.

Contradições…

. O Governo anunciou recentemente que vai introduzir normas para penalizar os casais sem filhos. O Primeiro-ministro, na última reunião da concertação social, anunciou a intenção de aumentar as contribuições dos casais sem filhos. O objectivo é incentivar os portugueses a terem mais filhos.

Nacionalismo?!

. Correia de Campos, questionado na Assembleia da Republica acerca do encerramento da maternidade de Elvas e criticado por tal medida obrigar as mulheres portuguesas a ir ter os seus filhos a Espanha, responde aos seus opositores acusando-os de... “nacionalismo bacoco”.

Incredulidade:

...Custa-me acreditar que os Portugueses têm o Governo que merecem!


terça-feira, maio 09, 2006

Desemprego a aumentar em Portugal?!
Será??? Nááááá!!! A União Europeia está enganada!


Vários órgãos de comunicação social, citando a agência Lusa, publicam hoje que o nosso mui emérito Primeiro-Ministro afiança que as previsões da União Europeia para o Desemprego em Portugal estão… ERRADAS!

Graças sejam dadas a este santo homem que com os seus dotes de vidência consegue avistar aquilo que mais nenhum dos portugueses consegue ver: o desemprego a diminuir.

«Tenho boas e fundadas razões para acreditar que o desemprego não vai piorar em 2006. Pelo contrário, vai melhorar», afirmou o nosso distinto chefe.

Somos uma Quinta de animais afortunados por ter a nossa sorte confiada a tão sábio e clarividente chefe!

Pelo contrário:
As previsões da Comissão Europeia, para 2007, apontam para uma taxa de 8,3 por cento de desemprego em Portugal, ultrapassando a média comunitária (8,2 por cento) que, historicamente, sempre foi mais elevada do que o desemprego português.

Afirma a União Europeia que, durante os últimos anos, a capacidade de criação de emprego em Portugal tem sido afectada por uma fraca actividade económica.

Adverte, ainda, que as projecções do crescimento económico, de cerca de 1 por cento apontado para 2006 e 2007, parece não ter a capacidade de alterar a situação do desemprego em Portugal.

A não ser que o nosso magnífico chefe decida tirar da cartola os “tais” prometidos 150.000 postos de trabalho, parece que mais uma vez Portugal vai ser “o melhor” em alguma coisa!

Pela primeira vez, em vinte anos, vai conseguir ultrapassar os seus colegas europeus em taxa de desempregados.


segunda-feira, maio 08, 2006

“A Assembleia da República já gastou no primeiro trimestre deste ano cerca de 38 por cento do orçamento de 2,5 milhões de euros destinada às ajudas de custo aos deputados em 2006.” - este o título de uma notícia no Correio da Manha (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=200344&idCanal=90)


Já gastaram 38% do Orçamento? 948 Mil Euros?? Em 3 meses??!

Bem... a primeira conclusão que somos forçados a tirar é a de que, a ser assim... e apesar das longas férias de verão da Ass. da República, ...é possível que se tenha de pedir um esforço contributivo adicional aos habitantes desta Quinta, pois os pobrezinhos dos nossos deputados não podem ficar sem "ajudas"! Não é??

948.000 Euros em “ajudas de custo” - em janeiro, fevereiro e março

janeiro - 22 dias úteis
fevereiro - 19
março - 23
total do trimestre = 64 dias úteis

948.000 Euros : 64 = 14812,5 Euros por Dia
ou, em moeda antiga = 2.969 Contos por Dia

No primeiro trimestre de 2006 houve 64 dias úteis! Em que qualquer vulgar trabalhador laborou em Portugal, sem stresses, sob pena de ser despedido com justa causa!

No primeiro trimestre de 2006 houve 64 dias úteis! Em que qualquer vulgar funcionário publico laborou em Portugal, sem stresses, sob pena de ser alvo de procedimento disciplinar!

No primeiro trimestre de 2006 houve 64 dias úteis! Em que qualquer vulgar empresário laborou em Portugal, sem stresses, sob pena de ver o seu negócio ir á falência!

E os Srs. Deputados da Nação???

Terão os Srs. Deputados trabalhado neste 64 dias???
Trabalhado em proveito do povo que os elegeu, claro! Não em proveito próprio, num qualquer segundo ou terceiro emprego, que acumulem, como consultor ou advogado...

Tenho as minhas reservas!

Mas, o certo é que os desgraçados dos contribuintes desta República lhes pagaram, do seu bolso, 14.812 Euros por DIA.

Dois mil, novecentos e sessenta e nove Escudos, em moeda antiga:
- quase Três Mil Contos... por DIA.

E, Recordem-se: Estamos a falar “somente” de “Ajudas de custo”!

Não estamos a falar de quanto os portugueses pagam para os vencimentos dos senhores Deputados..., porque isso aí... É outra história!


domingo, maio 07, 2006

A República dos Porcos vai gastar 364,4 Milhões de Euros na aquisição de 260 novas unidades produtivas!

Cada uma destas unidades vai custar aos nossos contribuintes a módica quantia de 1.401.538,46 Euros (280 Mil e 307 contos)!

No total é um desembolso de apenas 72 Milhões e 880 Mil contos.

Uma pechincha!!!

Vale bem o sacrifício que se pediu aos portugueses, obrigando-os a pagar mais impostos, pois uma parte do que se lhes tira, vai ser empregue nesta exemplar compra produtiva!

Valeu bem a pena a Sra. Maria perder a casa que estava a comprar, por já não poder pagar as prestações ao banco, valeu bem a pena o Sr. Silva ter de fechar a porta da oficina, por já não poder pagar tantos impostos!

Os animais da nossa Quinta podem ter a certeza que estão em “boas mãos”!

Os sacrifícios que lhes estão a ser pedidos são para tornar a Economia da Quinta mais produtiva e concorrencial: logo que prontas, estas 260 belezas vão produzir "imensa riqueza", que em muitos milhões de Euros farão crescer o nosso PIB.

Aplaudam o vosso sábio Governo! Ele merece.

P.S.: Guardem também umas “palmas” para o Governo anterior. Ele também merece!



“Gasolina sem chumbo 95” na GALP a 1,05 Euros !

Não é brincadeira! É a pura verdade!
Apesar da escalada dos preços do petróleo, causada pelo agravar da conjuntura politica no Irão e na América Latina, a GALP vende os seus combustíveis a preços competitivos... em Espanha:

. Gasolina sem chumbo 95 = 1,05 Euros
. Gasóleo = 0,964 Euros
. Gasóleo “G Force” = 1,004 Euros

Estes preços eram os praticados no dia 29 de Abril de 2006, nas bombas da GALP localizadas no centro da cidade fronteiriça de Ayamonte.

Estes não são os melhores preços a que se pode abastecer em Espanha. Mas, em Ayamonte, são muito semelhantes aos praticados pelas outras Marcas de combustível.

E em Portugal?! Como é?!

Apetece sorrir!
Há alguns anos, decerto recordam, o Governo da altura (PSD), decidiu “liberalizar” os preços dos combustíveis!

Foi usado o argumento de que, liberalizando os preços, a concorrência entre as Marcas de combustível faria baixar os preços.

Decerto que, ou estes senhores Políticos são uns incompetentes… ou então mentiram ao povo com quantos dentes têm!

Dificilmente os preços descem, porque dificilmente as regras de mercado funcionam, quando o mesmo mercado está controlado em Oligopólio.

Os preços NUNCA iriam descer, mesmo que os preços do petróleo não subissem e mesmo que os impostos sobre os combustíveis não aumentassem!

Mas, mais inteligente ainda!
Com esta medida os senhores Políticos da altura conseguiram outra proeza! A de passar a “batata quente” dos aumentos para as Marcas de combustível e suas estações de serviço!

Antes o preço de venda ao público dos combustíveis era fixado em Diário da República, pelo Estado.

Como dentro dos preços finais de venda ao público estava incorporado um montante fixo de imposto, sempre que subia o preço do petróleo nos mercados internacionais, o Estado tinha duas soluções possíveis:
ou
a) fazia repercutir o aumento do petróleo nos preços finais ao consumidor... e os combustíveis aumentavam - e com isso gerava directamente o descontentamento popular, pois era o Estado que, por acto seu, fazia subir a gasolina e o gasóleo.
ou
b) fazia repercutir o aumento do petróleo nos preços finais ao consumidor, mas reduzia, simultânea e proporcionalmente, o montante de imposto fixo incorporado nesses preços... e os combustíveis não aumentavam - mas com isso arrecadava menos impostos, logo menos receitas para financiar a despesa pública.

Ora, estes sucessivos Governos “despesistas”, que temos tido cá pela nossa Quinta, querem é Mais dinheiro… E extorquir mais dinheiro ao povo através de impostos é impopular… ou, dito por outras palavras, gera menos popularidade… menos votos! Daí que se tenha passado, airosamente, a “batata quente” dos aumentos dos combustíveis para as Marcas gasolineiras.

Por outro lado, as gasolineiras também ganharam, pois passaram a poder fixar, livremente, os preços finais dos combustíveis.

Assim, com esta livre fixação do preço dos combustíveis pelas Marcas gasolineiras o Estado só teve a ganhar… e Duplamente!

Duplamente, porque ainda ganha de outra forma!
O ISP, ou imposto sobre os produtos petrolíferos, é agora fixado numa percentagem do preço estabelecido pelas gasolineiras para o combustível vendido. Ora quanto mais caro o combustível…, como o imposto é percentual…, mais imposto o Estado arrecada!

Depois a “cereja” no topo do “bolo” é o IVA!
Sobre o valor dos combustíveis e do próprio ISP que sobre ele incide, recai o IVA, que também é percentual.

No caso dos combustíveis, o IVA é uma percentagem de 21% calculada com base no resultado da soma do valor do combustível e do ISP. Ou seja, o IVA torna-se, aqui, um imposto que recai, também, sobre outro imposto!

Fácil é pois concluir que quanto mais os combustíveis aumentarem em Portugal, mais o Governo da nossa República arrecada em impostos (ISP e IVA), pois estes são percentuais!

Fácil é também entender a postura dos membros do Governo da nossa República que, enquanto o povo clama, não aguentando tantos aumentos dos combustíveis, encolhem os ombros e dizem: “Temos pena!”

“O Povo é sereno!”

Como foi amplamente noticiado pela comunicação social, um estudo especial elaborado pela União Europeia (Eurobarómetro) acerca do Futuro da Europa, revelou que os animais da nossa Quinta são dos mais pessimistas relativamente ao rumo que a sua República leva. Mas, paradoxalmente, nove em cada 10 cidadãos dizem-se satisfeitos por viver na República dos Porcos …

Em concreto:

Esse estudo europeu revelou que os Portugueses são o povo da Europa que tem mais dificuldades em pagar as suas contas até ao final do mês.

Divergindo em muito da média comunitária (37%), 61% dos portugueses tem dificuldade em fazer o dinheiro “esticar” até ao fim do mês.

Portugal consegue, assim, ser o melhor em alguma coisa na “Europa a 25”, conseguindo até bater a Lituânia, onde 54% dos cidadãos tem dificuldades em pagar as suas contas.

Grande feito o desta República, o de “bater aos pontos” a “grande” Lituânia!

Os Estados com “pior pontuação” são os do Norte da Europa, claro está! Pois, apenas 12% dos suecos e 13% dos dinamarqueses parecem ter alguma dificuldade em gerir os orçamentos familiares para pagar todas as suas contas mensais. Ou seja: respectivamente 88% e 87% vivem todo o mês sem problemas financeiros!

Neste estudo foi também questionado aos europeus qual a sua opinião acerca do futuro dos respectivos países. Os portugueses, mais uma vez, “ganharam” aos seus colegas! O seu pessimismo alcançou a notável marca de 72% dos cidadãos inquiridos.

Mas, pasme-se, apesar de 72% dos Portugueses ter opinião de que esta República não vai no “caminho certo”, este estudo também revela que 9 em cada 10 portugueses afirmam estar satisfeitos com a sua vida familiar… e, mais incrível ainda, mais de oito em cada 10 portugueses empregados diz-se feliz com o actual emprego!

Que conclusão retirar de tudo isto?
Onde está o Povo que outrora, movido pela fé, pela curiosidade ou pela ganância, demandou outros mares, batalhou outros povos e lutou por uma pátria e por uma vida melhor?

Diz-se que Portugal já foi em tempos o Paraíso da Ditadura…
Mas, HOJE, Portugal continua a ser o EDEN de uma nova classe de Políticos, que rejeita responsabilidades no empobrecimento contínuo e ininterrupto do País e dos portugueses.


sábado, maio 06, 2006

“Governo quer penalizar casais sem filhos” - este o título de uma noticia da SIC.

Segundo ela, o nosso primeiro-ministro, na última reunião da concertação social, anunciou a intenção de aumentar as contribuições dos casais sem filhos e baixar os descontos para as famílias numerosas.

Segundo a mesma notícia “o objectivo é incentivar os portugueses a terem mais filhos, para que, no futuro, haja mais portugueses em idade activa e, assim, mais contribuintes para a Segurança Social.”

Tudo isto me parece de uma irracionalidade estonteante… apesar de eu ser apenas... um burro.

Alguém me explica qual a vantagem de aumentar a população dos jovens nesta Quinta se depois eles apenas vão engrossar as fileiras daqueles que já hoje não encontram emprego?

Não é sabido que mais de 480.000 animais continuam desempregados na nossa Quinta?

Não é verdade que, segundo o nosso Governo, a solução dos problemas financeiros da Quinta passa por reduzir funcionários e extinguir postos de trabalho no sector Estado?

Que é feito da “tal” promessa eleitoral do nosso Governo de criar os “tais” 150.000 novos postos de trabalho? Parece-me, a mim, que está esquecida…

Então, para quê os casais terem mais filhos?

Para quê fazer nascer mais gente nesta Quinta, se o Governo não consegue garantir emprego, que permita a esses jovens viver condignamente? Pois se, nem agora, o Governo consegue remediar o desemprego destes de 480.000. Pois se, nem sequer, é capaz de cumprir a SUA promessa dos 150.000 novos postos de trabalho.

E as Famílias? Deverão ser penalizadas por o Estado ser incapaz de lhes conceder melhores condições de vida que lhes possibilite ter mais filhos?

E o ensino e formação desses Jovens?
O Estado vai assegurar a sua educação? Desde a primária até ao ensino superior? Vai assegurar a sua gratuitidade sempre que as famílias desses Jovens não tenham rendimentos para o fazer?
E as propinas, o alojamento, a alimentação? Todos os jovens que queiram estudar vão poder faze-lo, mesmo que as suas famílias não tenham posses? Quem vai pagar?

E a saúde?
O Estado vai garantir a assistência médica, hospitalar e medicamentosa, inteiramente gratuita, para esses Jovens enquanto forem estudantes?

E… no fim dos seus estudos? O Governo vai garantir aos Jovens um emprego?

É que "mais portugueses em idade activa" não significa "mais contribuintes para a Segurança Social". Pois, toda a gente sabe, que quem não tem emprego não contribui para a segurança social !

Uma última questão:
Será moralmente aceitável uma família ser penalizada pelo seu Governo por não querer ter filhos, ou por querer ter apenas um filho? Onde está o respeito pela sua liberdade de escolha?
Será isto Constitucional?

E… já agora:
Porque não penalizar, também, todos os que não são católicos? Porque não penalizar, também, todos os que comem carne de porco? Porque não penalizar, também, todos os que são homossexuais? Porque não penalizar, também, todos os que usam cabelo comprido ou rapam a cabeça?!

Estas penalizações são tão descabidas como a anunciada pelo Governo desta Quinta. Se querem ajudar as famílias a criar os seus filhos: ajudem-nas!

Não arranjem ardis quixotescos para esmifrar mais uns tostões a quem trabalha e já vive com dificuldade nesta economia fraca e decadente, mas sempre capaz de sustentar as reformas milionárias de alguns políticos.

Três décadas atrás os Animais desta pequena Quinta revoltaram-se e lutaram pelo direito de serem livres.

Três décadas atrás tiveram o sonho de se governarem a si próprios.

Três décadas atrás julgaram ter conquistado a liberdade e a igualdade perante a Lei e erigiram como máxima da nova República a regra “todos os animais são iguais”.

Chamaram a essa nova República "Democracia", que significa o governo de todos os animais, para todos os animais.

Cedo, porém, uma espécie de animais da Quinta magicou utilizar essa Democracia apenas em proveito da sua própria raça: os Porcos.

Aos poucos, os Porcos apropriaram-se do poder com o consentimento dos outros animais, que neles confiaram, julgando-os mais inteligentes e os mais capazes para governar os demais.

Vivemos agora a “República dos Porcos”. A República onde já nada parece o que é. Onde os sonhos nos foram roubados e esquecidos. Onde nos querem fazer acreditar que “as coisas são assim, porque assim têm de ser”.

Os porcos fazem agora a Lei… e alteram-na e revogam-na, a seu bel-prazer.

Agora “todos os animais são iguais… mas uns são mais iguais que outros”.

Eu sou o Zé Burro e vivo nessa República.