
“Gasolina sem chumbo 95” na GALP a 1,05 Euros !
Não é brincadeira! É a pura verdade!
Apesar da escalada dos preços do petróleo, causada pelo agravar da conjuntura politica no Irão e na América Latina, a GALP vende os seus combustíveis a preços competitivos... em Espanha:
. Gasolina sem chumbo 95 = 1,05 Euros
. Gasóleo = 0,964 Euros
. Gasóleo “G Force” = 1,004 Euros
Estes preços eram os praticados no dia 29 de Abril de 2006, nas bombas da GALP localizadas no centro da cidade fronteiriça de Ayamonte.
Estes não são os melhores preços a que se pode abastecer em Espanha. Mas, em Ayamonte, são muito semelhantes aos praticados pelas outras Marcas de combustível.
E em Portugal?! Como é?!
Apetece sorrir!
Há alguns anos, decerto recordam, o Governo da altura (PSD), decidiu “liberalizar” os preços dos combustíveis!
Foi usado o argumento de que, liberalizando os preços, a concorrência entre as Marcas de combustível faria baixar os preços.
Decerto que, ou estes senhores Políticos são uns incompetentes… ou então mentiram ao povo com quantos dentes têm!
Dificilmente os preços descem, porque dificilmente as regras de mercado funcionam, quando o mesmo mercado está controlado em Oligopólio.
Os preços NUNCA iriam descer, mesmo que os preços do petróleo não subissem e mesmo que os impostos sobre os combustíveis não aumentassem!
Mas, mais inteligente ainda!
Com esta medida os senhores Políticos da altura conseguiram outra proeza! A de passar a “batata quente” dos aumentos para as Marcas de combustível e suas estações de serviço!
Antes o preço de venda ao público dos combustíveis era fixado em Diário da República, pelo Estado.
Como dentro dos preços finais de venda ao público estava incorporado um montante fixo de imposto, sempre que subia o preço do petróleo nos mercados internacionais, o Estado tinha duas soluções possíveis:
ou
a) fazia repercutir o aumento do petróleo nos preços finais ao consumidor... e os combustíveis aumentavam - e com isso gerava directamente o descontentamento popular, pois era o Estado que, por acto seu, fazia subir a gasolina e o gasóleo.
ou
b) fazia repercutir o aumento do petróleo nos preços finais ao consumidor, mas reduzia, simultânea e proporcionalmente, o montante de imposto fixo incorporado nesses preços... e os combustíveis não aumentavam - mas com isso arrecadava menos impostos, logo menos receitas para financiar a despesa pública.
Ora, estes sucessivos Governos “despesistas”, que temos tido cá pela nossa Quinta, querem é Mais dinheiro… E extorquir mais dinheiro ao povo através de impostos é impopular… ou, dito por outras palavras, gera menos popularidade… menos votos! Daí que se tenha passado, airosamente, a “batata quente” dos aumentos dos combustíveis para as Marcas gasolineiras.
Por outro lado, as gasolineiras também ganharam, pois passaram a poder fixar, livremente, os preços finais dos combustíveis.
Assim, com esta livre fixação do preço dos combustíveis pelas Marcas gasolineiras o Estado só teve a ganhar… e Duplamente!
Duplamente, porque ainda ganha de outra forma!
O ISP, ou imposto sobre os produtos petrolíferos, é agora fixado numa percentagem do preço estabelecido pelas gasolineiras para o combustível vendido. Ora quanto mais caro o combustível…, como o imposto é percentual…, mais imposto o Estado arrecada!
Depois a “cereja” no topo do “bolo” é o IVA!
Sobre o valor dos combustíveis e do próprio ISP que sobre ele incide, recai o IVA, que também é percentual.
No caso dos combustíveis, o IVA é uma percentagem de 21% calculada com base no resultado da soma do valor do combustível e do ISP. Ou seja, o IVA torna-se, aqui, um imposto que recai, também, sobre outro imposto!
Fácil é pois concluir que quanto mais os combustíveis aumentarem em Portugal, mais o Governo da nossa República arrecada em impostos (ISP e IVA), pois estes são percentuais!
Fácil é também entender a postura dos membros do Governo da nossa República que, enquanto o povo clama, não aguentando tantos aumentos dos combustíveis, encolhem os ombros e dizem: “Temos pena!”